Biografia Scliar

Carlos Scliar nasceu em 1920, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, e já aos 11 anos começa a colaborar na imprensa gaúcha com textos e desenhos. Aos 15 anos participa de uma primeira mostra coletiva, em Porto Alegre. Este é o início de um grande artista de diversificadas atividades: pintor, desenhista e gravador, tendo atuado ainda nos campos de crítica de arte, das artes gráficas e do muralismo, além de, como cidadão, sempre ter tido participação intensa em movimentos de democratização do país.

Em 1940 transfere-se para São Paulo, quando integra o grupo “Família Artística Paulista” e realiza sua primeira exposição individual. Organiza, publica e edita álbuns de litografia, com os mais importantes gravadores da época; escreve e dirige documentários sobre os pintores Vieira da Silva e Arpad Szenes, participa de mostras no Brasil e no exterior. Convocado pela FEB, parte para a Itália como cabo de artilharia. Terminada a guerra, planifica o Jornal da FEB na Itália e expõe seus desenhos e registros da guerra em diversas cidades do Brasil. Participa da Campanha pela Constituinte.

Em 1947 viaja à Europa fixando residência em Paris, onde dirige os cadernos de Arte da Association Latino-Americaine; colabora com ilustrações nas “Les Letters Françaises”; é escolhido delegado oficial no Congresso dos Intelectuais pela Paz, na Polônia, e para o I Congresso da União Mundial de Cinema Documentário na Tchecoslováquia. Nos anos 50 acumulam-se exposições e premiações, publica álbuns de gravuras, elabora cartazes para o premiado “Rio Zona Norte” de Nelson Pereira dos Santos e chefia até 1960 o Departamento de Arte da Revista “Senhor”.

Abre a década de 60 com a retrospectiva “22 Anos de Pintura” em Porto Alegre e individual na Petite Galerie, no Rio. A Editora Sabiá publica o “Caderno de Guerra” de Carlos Scliar, com texto de Rubem Braga. Antonio Carlos Fontoura realiza o documentário “Ouro Preto e Scliar”. Início da década de 70, com grande retrospectiva de pintura, desenho e gravura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, acompanhada das publicações a seu respeito  “Scliar, o Real em Reflexo e Transfiguração” por Roberto Pontual, Editora Civilização Brasileira e “12 desenhos de Scliar”, álbuns com obras de 1944 a 1970, lançado pelo Museu de Arte Moderna.

Atravessa as décadas de 70 e 80 com exposições individuais de pintura, desenhos, litografias, gravuras, serigrafias. Conclui o projeto “Escola Colorida” em São Gonçalo RJ, a convite do vice-governador Darcy Ribeiro. Suas obras são reproduzidas no livro “O pintor que pintou o sete”, com texto de Fernando Sabino; realiza o álbum de litografias em homenagem aos 90 anos de Luís Carlos Prestes; recebe o título de Doutor “Honoris Causa” pela Universidade Federal de Santa Maria, RS.

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