Praça Cívica

_DSC7910A Praça Cívica é um imenso espaço aberto que une os prédios da Galeria Marta Traba, da Biblioteca Latino-americana Victor Civita e do Salão de Atos. Sua vocação é o encontro de multidões. Com capacidade para 40 mil pessoas, em seus 12 mil m2 de área livre, nela acontecem festas típicas dos países do continente e das regiões brasileiras, shows populares, festivais, oficinas e espetáculos variados.

Também conhecido como Praça do Sol, o local abriga um dos símbolos de São Paulo: a Mão da América, dando as boas-vindas aos visitantes, próxima ao pé da passarela. A escultura-símbolo do Memorial e marco urbano de São Paulo foi criada por Niemeyer para lembrar a luta pela liberdade dos povos irmãos da América. Seria a primeira de várias obras de arte que o próprio Niemeyer encomendaria para povoar os espaços do Memorial.

Na palma da Mão, descendo por seus sete metros de concreto aparente, o artista desenhou o mapa estilizado do subcontinente, em vermelho. Ao concluí-la, escreveu: “Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajustá-la num monobloco intocável, capaz de fazê-la independente e feliz”. Por causa dessa manifestação, a imagem da escultura acabou se vinculando à temática do livro As Veias Abertas da América Latina, do escritor uruguaio Eduardo Galeano, em que ele compila a história de exploração dos povos latino-americanos.

A Mão identifica o Memorial em todos os lugares do Brasil e do mundo. Em São Paulo ela é vista em camisetas, muros e túneis, ao lado de reproduções dos principais pontos turísticos da cidade. Na Praça Cívica é o ponto de referência dos visitantes, que em torno dela se reúnem para a selfie histórica. Em 2013, entrou no calendário do Carnaval paulistano com a cerimônia da Lavagem da Mão, à moda do que fazem as baianas de Salvador nas escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim.