Auditorio

A grandiosidade marcou a inauguração do Auditório Simón Bolívar em março de 1989, com a apresentação do Balé Nacional de Cuba, dirigido pela icônica coreógrafa Alicia Alonso. Logo em
seguida, outro espetáculo de gala com o maestro Zubin Mehta e a Orquestra Filarmônica de Israel.
A partir daí seria inevitável que a programação acompanhasse a grandeza do espaço. O espaço foi concebido ecumenicamente por Niemeyer: o palco, ambivalente para duas plateias, tanto poderia ser utilizado para espetáculos de balé e de música clássica, quanto para shows de MPB ou de tango, bem como abrigar grandes convenções e seminários de natureza política, econômica ou acadêmica.

Despontaram, então, nomes consagrados da MPB: Tom Jobim, Chico Buarque, Milton Nascimento, Toquinho, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Jair Rodrigues. Artistas internacionais, como Mercedes Sosa, Pablo Milanês, Paco de Lucia, Fito Paez, Libertad Lamarque, Piazzola, Armando Manzanero,
Orquestra de Câmara de Florença, Quarteto Debussy (França), Coral da Fundação Gulbenkian (Portugal). A Banda Sinfônica Estadual de São Paulo, Banda Sinfônica Jovem e Orquestra Jovem Tom Jobim integram a programação constantemente.

É no auditório que se concentra a o vai-e-vem frenético de diretores, atores e atrizes do já tradicional Festival de Cinema Latino- -Americano de São Paulo e também do Festival Ibero-Americano de Teatro. Sua agenda abriga convenções, seminários, simpósios e congressos que atraem a presença de acadêmicos e personalidades da política e da economia do país e do exterior. O amplo espaço também acolhe formaturas, grandes produções da televisão brasileira e lançamentos mundiais como o do último modelo
da Ferrari, em 2010, realizado no foyer do auditório.

E foi assim, recebendo celebridades desses segmentos – de Tom Jobim a Bill Clinton – que o Auditório Simón Bolivar destacou-se como um dos principais palcos do cenário cultural e artístico do país até o incêndio que, em novembro de 2013, interrompeu suas atividades.

Reinaugurado em 15 de dezembro de 2017, o  novo auditório multiuso manteve o projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer. Conforto, segurança e acessibilidade: este é o tripé que rege a funcionalidade do novo auditório Simón Bolívar, com mais atrações, espaço multiuso e 1.788 poltronas (1009 na plateia A e 779 na plateia B) com todos os requisitos de modernidade. O painel de 840 m² com a tapeçaria multicolorida da artista plástica Tomie Ohtake também está no mesmo lugar, reconstruído fielmente segundo o seu projeto original.