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Revista Nossa América - Edição 51

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Editorial

Nunca, em sua história, o Memorial da América Latina registrou produção tão prolífera no campo interativo das artes visuais como a que foi alcançada esse ano pela Galeria Marta Traba. Foi o ápice de um trabalho que começou a ser desenvolvido no início de 2014, tendo como foco e objetivo a socialização da arte.

Essa guinada de visão, de fora para dentro, não apenas foi bem recebida como também teve participação expressiva de fazedores de arte, a julgar pelo recorde de 32 eventos realizados em setembro. Ateliês, curadoria colaborativa, residências artísticas, tudo de portas abertas para artistas e público em geral, num processo de intercomunicação que a jornalista Ana Maria Ciccacio destaca nesta última edição de 2014 da Nossa América.

A participação de nomes internacionais nessas atividades justifica o que escreve Silas Marti, crítico do jornal Folha de S. Paulo. Em matéria especial para esta edição, “Fim da Aversão à Latinidade”, ele diz que, de dez anos para cá, a capital paulista floresceu como maior potência das artes visuais abaixo da linha do Equador.

Era de Transformações. Este foi o mote central do curso de especialização universitária que o Centro Brasileiro de Estudos da América Latina (CBEAL) realizou em 2014. Em parceria com as três universidades públicas paulistas – USP, Unicamp e Unesp – a Cátedra Unesco/Memorial da América Latina debateu, durante três meses, um tema que tem sido pauta atual obrigatória na Mídia e nas bancas acadêmicas: Processos políticos na América Latina contemporânea – história, cultura política e democratização numa era de transformações globais. À repórter
Tânia Rabello, o coordenador-geral daCátedra, professor Alberto Aggio, historiador do câmpus da Unesp/Franca, sintetizou qual foi a linha-mestra do curso: “Nós analisamos questões que
não são só nossas, mas do nosso tempo. A América Latina quer saber qual o seu lugar no mundo, compreendendose como democrática”.

Faceta curiosa sobre as origens do portunhol selvagem na América Latina é o que nos oferece o texto de Joca Reiners Terron, cuiabano radicado há 20 anos em São Paulo, onde transita pela literatura e artes plásticas. Não menos interessante é o relato da jornalista Simonetta Persichetti, que traça o perfil do peruano Martin Chambi, o primeiro fotógrafo indígena da América Latina. A obra de Chambi está em exposição até fevereiro de 2015 no Instituto Moreira Salles, em São Paulo.

Nossa América não poderia ficar ausente das homenagens ao centenáriocentenário de nascimento de três ícones da elite na literatura latino-americana. Um deles continua entre nós: o chileno Nicanor Parra, que aqui é personagem do jornalista e poeta Heitor Ferraz, que faz o recorte da obra do poeta imaginário, irmão da lendária Violeta Parra.

Convidamos o ex-ministro Celso Lafer, que foi aluno de Octávio Paz em Cornell, EUA, para escrever sobre o escritor mexicano Nobel de Literatura em 1990. Também celebramos, no texto da editora Leonor Amarante, o centenário do argentino Bioy Casares, autor de A Invenção de Morel, obra que deu novos horizontes à novelística latino-americana. Completa o índice desta edição o artigo do analista de Relações Internacionais, Bruno Peron, que aborda os Instintos da Espécie Humana.

João Batista de Andrade é Diretor-Presidente da Fundação Memorial da América Latina.

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Editorial

Nunca, en su historia, el Memorial de América Latina registró una producción tan prolífera en el campo interactivo de las artes visuales como la que fue alcanzada este año por la Galería Marta Traba. Fue el ápice de un trabajo que se empezó a desarrollar al inicio de 2014, cuyo enfoque y objetivo fue la socialización del arte.

Además de bien recibido, ese cambio radical de visión, de afuera hacia adentro, también tuvo una participación expresiva de hacedores de arte, considerando el record de 32 eventos realizados en septiembre. Talleres, curaduría colaborativa, residencias artísticas, todo ello de portas abiertas para artistas y público en general, en un proceso de intercomunicación que la periodista Ana Maria Ciccacio destaca en esta última edición de 2014 de Nuestra América.

La participación de nombres internacionales en dichas actividades justifica lo que escribe Silas Martí, crítico del diario Folha de S.Paulo. En un reportaje especial para esta edición, Fin de la Aversión a la Latinidad, dice que, los últimos diez años, la capital paulista floreció como la mayor potencia de las artes visuales por debajo de la línea del Ecuador.

Era de Transformaciones. Este fue el tema central del curso de especialización universitaria que el Centro Brasileiro de Estudos da América Latina (Cbeal) realizó en 2014. Por medio de una alianza con las tres universidades públicas de São Paulo – USP, Unicamp y Unesp –, la Cátedra Unesco/Memorial de América Latina debatió, durante tres meses, un tema que ha sido pauta actual obligatoria en los medios y en las mesas académicas: Procesos políticos en la América Latina contemporánea – historia, cultura política y democratización en una era de transformaciones globales. A la periodista Tânia Rabello, el coordinador-general de la Cátedra,profesor Alberto Aggio, historiador del campus de Unesp/Franca, sintetizó cuál fue la línea maestra del curso: “Analizamos cuestiones que no son solamente nuestras, sino de nuestro tiempo. América Latina quiere saber cuál es su lugar en el mundo, comprendiéndose como democrática”.

Una faceta curiosa sobre los orígenes del portuñol salvaje en América Latina es lo que nos ofrece el texto de Joca Reiners Terron, original de Cuiabá pero radicado hace 20 años en São Paulo, donde transita por la literatura y artes plásticas. No menos interesante es el relato de la periodista Simonetta Persichetti, que traza el perfil del peruano Martín Chambi, el primer fotógrafo indígena de Latinoamérica. La obra de Chambi está en exposición hasta febrero de 2015 en el Instituto Moreira Salles, en São Paulo.

La Nuestra América no podría estar ausente de los homenajes al centenario de nacimiento de tres íconos de la eliteen la literatura latinoamericana. Uno de ellos sigue entre nosotros: el chileno
Nicanor Parra, que aquí es personaje del periodista y poeta Heitor Ferraz, que presenta el recorte de la obra del poeta imaginario, hermano de la leyendaria Violeta Parra.

Invitamos al ex ministro Celso Lafer, que fue alumno de Octavio Paz en Cornell, EE.UU., para escribir sobre el escritor mexicano Nobel de Literatura en 1990. También celebramos, en el texto de la editora Leonor Amarante, el centenario del argentino Bioy Casares, autor de La Invención de Morel, obra que dio nuevos horizontes a la novelística latinoamericana. Completa el índice de esta edición el artículo del analista de Relaciones Internacionales, Bruno Peron, que aborda los Instintos de la Especie Humana.

João Batista de Andrade es Director-Presidente de la Fundación Memorial de América Latina.

 

 

 

 


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