Revista Nossa América
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Em setembro do ano passado, quando aqui cheguei, assumi o compromisso de manter vivos os ideais de integração dos povos das três Américas, sonhados por Franco Montoro e concretizados na gestão de seu sucessor, Orestes Quércia, por Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro. Mas, também trouxe meus sonhos, na esperança de oferecer ao cotidiano desse generoso espaço de atividades culturais e de lazer a minha modesta bagagem de vida como profissional do Cinema e cidadão do mundo. O Memorial da América Latina faz aniversário em 18 de março. Lá se vão 24 anos. Nessa linha de tempo o complexo arquitetônico mudou completamente a geografia urbana e social da Zona Oeste de São Paulo, agregou valor cultural e econômico à Barra Funda e bairros vizinhos, e estabeleceu-se como referência e destino de visitantes locais e turistas internacionais. Não é pouco. Por aqui passaram milhões de pessoas de todas as raças e credos, artistas e celebridades, e gente do povo – afinal, razão e protagonistas dessa história. Mas, há mais a fazer. Por exemplo, de um lado, incrementar ações culturais como forma de integrar latino-americanos brasileiros e, de outro, atrair os vizinhos que moram ou trabalham no entorno do Memorial. É sobre esse futuro-presente, de sonhos que começam a ganhar formas, que falamos na primeira edição de 2013 da Revista Nossa América. Falando de vizinhos, e em tempos de Carnaval, resgatamos a saborosa história do Largo da Banana, berço do samba paulistano lá pelo começo do século passado. Ficava aqui, onde foi erguido o Auditório Simón Bolivar. O local tornou-se ponto de encontro das rodas de samba, tiririca (capoeira) e serestas, como narra em suas letras o grande compositor paulistano Geraldo Filme. Parece incrível, mas nos Estados Unidos – onde um de cada seis moradores é de origem latina – existem poucos museus dedicados às artes moderna e contemporânea da América Latina. É o que nos revela a jornalista e videomaker Clara Woodcock, que faz o perfil do MOLAA, o Museu de Arte Latino-Americano de Long Beach, na Califórnia. O historiador Francisco Alambert faz uma imersão pela vida e obra do pintor Candido Portinari – que nos orgulha com seu painel Tiradentes – e pinça características das raízes que formaram o comportamento do artista nascido em Brodósqui. E, o que dizer do conceito de arte “primitiva”, utilizado desde o início do século XX, como abrigo semântico, que engloba desde pinturas pré-históricas a peças criadas pelo homem comum sem instrução artística? As respostas estão no apimentado texto da editora e crítica de arte Leonor Amarante. Uma reportagem instigante sobre intervenções urbanas no Brasil e na Argentina é assinada pela brasileira Tânia Rabello e pela argentina Sandra Ruiz. Nosso vizinho Uruguai – onde o presidente dirige um velho fusca e corre atrás de galinhas – voltou a flertar com a ousadia que o fez ser conhecido, no primeiro quarto do século passado, como a Suíça da América do Sul. O jornalista Daniel Pereira faz a leitura atualizada do alvoroço vigente nas hostes políticas e populares diante da iminente aprovação de leis que derrubam tabus seculares da Humanidade. A Colômbia também está em processo de mudança: quer deixar de ser o país com fama de violento, como atesta Rafael Duarte Villa, em Reflexão. Em Resenhas, Reynaldo Damázio analisa a mais recente obra de Eduardo Galeano, Os Filhos dos Dias e de outro escritor uruguaio, Henry Trujillo, que lança o romance policial Torquator. Fecha a edição um poema de Frida Kahlo, nome ímpar da cultura latinoamericana. João Batista de Andrade é Presidente da Fundação Memorial da América Latina
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Edición 48 (pdf) En septiembre del año pasado, cuando aquí llegué, asumí el compromiso de mantener vivos los ideales de integración de los pueblos de las tres Américas, soñados por Franco Montoro y que se convirtieron en realidad en la gestión de su sucesor, Orestes Quércia, a través de Oscar Niemeyer y Darcy Ribeiro. Sin embargo, también traje mis sueños, con la esperanza de ofrecer al cotidiano de este generoso espacio de actividades culturales y de recreación mi modesto equipaje de vida como profesional del Cine y ciudadano del mundo. El Memorial de América Latina cumple años el 18 de marzo. Ya se han pasado 24 años. En esa línea de tiempo el complejo arquitectónico cambió por completo la geografía urbana y social de la Zona Oeste, agregó valor cultural y económico al barrio de Barra Funda y a los barrios vecinos y se estableció como referencia y destino de visitantes locales y turistas internacionales. No es poco. Por aquí pasaron millones de personas de todas las razas y credos, artistas y celebridades, así como gente del pueblo – al fin y al cabo, razón y protagonista de esta historia. Pero todavía hay que hacer más. Por ejemplo, por una parte, incrementar acciones culturales como forma de integrar latinoamericanos brasileños y, Hablando de vecinos, y en tiempos de Carnaval, rescatamos la sabrosa historia del Largo da Banana, cuna del samba de São Paulo al inicio del siglo pasado. Su lugar era aquí, donde fue construido el Auditorio Simón Bolívar. El sitio se convirtió en punto de encuentro de las rodas de samba, tiririca (capoeira) y serenatas, como narra en sus letras el gran compositor paulistano Geraldo Filme. Parece increíble, pero en Estados Unidos – donde uno en cada seis habitantes es de origen latino – hay pocos museos dedicados a las artes moderna y contemporánea de América Latina. Esto es lo que nos revela la periodista y videomaker Clara Woodcock, que presenta el perfil del MOLAA, el Museo de Arte ¿Y qué decir del concepto de arte “primitivo”, utilizado desde el inicio del siglo XX, como abrigo semántico, que engloba desde pinturas prehistóricas a piezas creadas por el hombre común sin instrucción artística? Las respuestas están en el condimentado texto de la editora y crítica de arte Leonor Amarante. Un reportaje Nuestro vecino Uruguay – cuyopresidente maneja un viejo Volkswagen y corre atrás de gallinas – volvió a flirtear con la osadía que hizo que el país fuera conocido, en el primer cuarto del siglo pasado, como la Suiza de Sudamérica. El periodista Daniel Pereira hace la lectura actualizada del alboroto vigente en las huestes políticas y populares frente a la inminente aprobación de leyes que derrumban tabúes seculares de la Humanidad. Colombia también está pasando por un proceso de cambio: quiere dejar de ser un país con fama de violento, como lo afirma Rafael Duarte Villa, en Reflexión. En Reseñas, Reynaldo Damázio analiza la más reciente obra de Eduardo Galeano, Los Hijos de los Días y la de otro escritor uruguayo, Henry Trujillo, que lanza la novela policial Torquator. Completa la edición un poema de Frida Kahlo, nombre impar de la cultura latinoamericana. João Batista de Andrade es presidente de la Fundación Memorial de América Latina |
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