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Revista Nossa América - Edição 49

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Heráclito, o pai da dialética, dizia que “nada é permanente, exceto a mudança”. Seguindo o raciocínio do sábio grego, o Memorial da América Latina também passou por mudanças nos últimos 12 meses, uma delas na área de publicações. Criamos um novo título editorial, a revista Nossa América Hoy, temática e de circulação bimensal. Já a tradicional Nossa América chega ao número 49, em edição especial de final de ano.

Antes de convidá-los à leitura, peço licença para sucinta prestação de contas. Não se trata de apologia aos resultados obtidos em 2013 pelo Memorial. Um breve olhar pelo retrovisor, entretanto, remete-nos à certeza do dever cumprido, especialmente no que tange ao processo de popularizar o lazer cultural e o incremento de parcerias com vários segmentos da sociedade na região e convênios com instituições públicas e empresariais.

O fortalecimento desses laços propiciou ao Memorial expandir suas atividades culturais, de forma a zelar pelo rico patrimônio arquitetônico concebido por Oscar Niemeyer. Ao mesmo tempo, criamos novos projetos que intensificaram a participação cada vez maior da população, não só da vizinhança, mas de toda a cidade, sem deixar de lado a integração com os países da América Latina, que encontram em nossos espaços um lugar perfeito para suas manifestações culturais.

E é para São Paulo que esta edição especial da revista Nossa América dedica todo um ensaio no texto/crônica do jornalista e escritor Daniel Pereira, em que ele reúne números impactantes da metrópole que deixa muitos visitantes de boca aberta. Ao longo de sua história, São Paulo sempre seduziu músicos e
compositores vindos de todos os cantos do País, que não se cansam de cantar seus amores pela cidade, como descreve o poeta e tradutor Luis Avelima. Personalidades de várias áreas do Brasil e do Exterior, que um dia passaram por aqui, também deixaram suas impressões de uma forma ou de outra.

Duas bienais merecem destaque – uma brasileira, outra internacional. A de Curitiba, com um dramático ensaio fotográfico do argentino Hugo Aveta, que congelou em imagens cenas de alguns locais que ainda nos causam aversão, porque são memórias visuais das ditaduras da América Latina. A outra, de Lyon, nos mostra o sucesso de cinco jovens brasileiros, que contaram a história do Brasil sob uma ótica inteligente, mas sem concessões. Leonor Amarante, editora da Nossa América foi lá e viu o alagoano Jonathas de Andrade, levantar o único prêmio conferido pela mostra francesa, narrando as diferenças sociais do País ao longo dos anos pela ótica da cadeia produtiva da bala de banana Nego Bom, feita desde a época da escravidão.

Sem a serenidade dos cinco jovens artistas plásticos, o escritor mineiro Luiz Ruffato fez um discurso inflamado na abertura da Feira do Livro de Frankfurt, onde o Brasil era o país convidado. Dividiu a plateia brasileira e ganhou a simpatia dos alemães, como comenta o escritor e sociólogo Reynaldo Damazio. A polêmica das biografias agitou os bastidores em Frankfurt, tema do escritor e jornalista Joaquim Maria Botelho, presidente da União Brasileira de Escritores (UBE).

Às vésperas da Copa do Mundo, José Roberto Torero nos remete a dois episódios futebolísticos com um par de cartas. Uma, datada de 1950, quando as quase 200 mil pessoas que estavam no Maracanã ecoaram um silêncio ensurdecedor diante da inesperada derrota para o Uruguai que nos usurpou o título mundial. O episódio ficou conhecido como Maracanaço e enlutou a Pátria de Chuteiras. Outro texto, de 2013, passa a limpo a situação do esporte no Brasil e conclui que pouco mudou. A nova plataforma da Antártica abre perspectivas animadoras para o Brasil nos próximos anos, como escreve Eduardo Rascov. E a Aliança do Pacífico analisada pelo economista argentino Luiz Carlos Ayerbe é um sopro de esperança político-econômica para o Brasil e toda a América Latina.

Boa leitura!

João Batista de Andrade é cineasta e presidente da Fundação Memorial da América Latina.

 

 

Revista Nuestra América - Edición 49

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Heráclito, el padre de la dialéctica, decía que “nada es permanente, excepto el cambio”. Siguiendo el razonamiento del sabio griego, el Memorial de América Latina también pasó por cambios en los últimos 12 meses, uno de ellos en el área de las publicaciones. Creamos un nuevo título editorial, la revista Nuestra América Hoy, temática y de circulación bimensual. Ya la tradicional Nuestra América llega al número 49, en edición especial de fin de año.

Antes de invitarlos a la lectura, les pido permiso para realizar una sucinta rendición de cuentas. No se trata de una apología a los resultados logrados en el 2013 por el Memorial. Sin embargo, una breve mirada por el retrovisor nos remite a la certeza del deber cumplido, sobre todo en lo que concierne al proceso de popularizar la recreación cultural e incrementar alianzas con varios segmentos de la sociedad en la región y convenios con instituciones públicas y empresariales.

El fortalecimiento de estos lazos permitió que el Memorial expandiera sus actividades culturales, a fin de velar por el rico patrimonio arquitectónico concebido concebido por Oscar Niemeyer. Al mismo tiempo, creamos nuevos proyectos que intensificaron la participación cada vez mayor de la población, no sólo del barrio, sino de toda la ciudad, sin dejar de lado la integración con los países de América Latina, que encuentran en nuestros espacios un lugar perfecto para sus manifestaciones culturales.

Esta edición especial de la revista Nuestra América le dedica a São Paulo un ensayo a través del texto/crónica del periodista y escritor Daniel Pereira, en el que reúne números impactantes de la metrópolis que impacta a tantos visitantes. A lo largo de su historia, São Paulo siempre sedujo a músicos y compositores provenientes de todos los rincones del País, que no se cansan de cantar sus amores por la ciudad, como lo describe el poeta y traductor Luiz Avelima. Personalidades de varias áreas de Brasil y del Exterior, que un día pasaron por aquí, también dejaron sus impresiones de una u otra forma. Dos bienales merecen destaque – una brasileña, otra internacional. La de Curitiba, con un dramático ensayo fotográfico del argentino Hugo Aveta,que congeló en imágenes escenas de algunos sitios que todavía nos causan aversión, porque representan memorias visuales de las dictaduras de América Latina. La otra, de Lyon, nos muestra el éxito de cinco jóvenes brasileños, que contaron la historia de Brasil desde una óptica inteligente, pero sin concesiones. Leonor Amarante, editora de Nuestra América, estuvo allí y vio Jonathas de Andrade, de Alagoas, levantar el único premio otorgado por la muestra francesa, al narrar las diferencias sociales del País a lo largo de los años por medio de la óptica de la cadena productiva del caramelo de banana Nego Bom, que se elabora desde la época de la esclavitud.

Sin la serenidad de los cinco jóvenes artistas plásticos, el escritor de Minas Gerais, Luiz Ruffato, pronunció un discurso inflamado en la apertura de la Feria del Libro de Frankfurt, en la cual Brasil fue el país invitado. Dividió el público brasileño y conquistó la simpatía de los alemanes, como comenta el escritor y sociólogo Reynaldo Damazio. La polémica de las biografías agitó los bastidores en Frankfurt, tema del escritor y periodista Joaquim Maria Botelho, presidente de la União Brasileira de Escritores (UBE). En vísperas del Mundial de Fútbol, José Roberto Torero nos remite a dos episodios futbolísticos por medio de un par de cartas. Una de ellos, datada de 1950, cuando las casi 200 mil personas que se encontraban en el Maracanã se mantuvieron en un silencio ensordecedor frente a la inesperada derrota para Uruguay, que nos usurpó el título mundial. El episodio se hizo conocido como el Maracanazo y enlutó la Patria de la Bota. Otro texto, del 2013, pasa a limpio la situación del deporte en Brasil y concluye que poco ha cambiado. La nueva plataforma de la Antártica abre perspectivas alentadoras para Brasil en los próximos años, como escribe Eduardo Rascov. Y la Alianza del Pacífico analizada por el economista argentino Luiz Carlos Ayerbe es un soplo de esperanza político-económica para Brasil y toda América Latina.

¡Buena Lectura!

João Batista de Andrade es cineasta y presidente del Memorial de América Latina.


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