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Revista  Nossa América - Edição 52

Edição 52 (pdf)

Editorial

“De todos os mistérios do universo, nenhum é mais profundo que o da criação”. A frase de Stefan Zweig pronunciada em conferência em Buenos Aires, a convite de Jorge Luis Borges, é um bom ponto de partida para falar de Eduardo Galeano. Seus livros trazem o segredo da busca incessante dos sonhos de uma geração, que parece ter acordado em meio ao pesadelo que pairava na América Latina daqueles anos de chumbo.

O jovem Galeano, na década de 1960, escrevia na contracorrente do sistema. Quando era editor do jornal uruguaio Marcha, publicava textos que tentavam recuperar a memória histórica dos povos latino-americanos. Como tantos intelectuais na época, ele teve que se deslocarpara outro continente, passar por um tempo de amargo silêncio, imposto pela ditadura militar.

Mesmo sabendo que toda obra precisa de um distanciamento crítico para ser melhor interpretada, também fui pego de surpresa quando Galeano confessou publicamente que hoje não leria mais As Veias Abertas da América Latina, o livro que em 1971 o alçou ao panteão dos grandes escritores. A frieza de Galeano na entrevista à imprensa durante a Bienal do Livro de Brasília,
ano passado, soou como um desabafo diante de uma América Latina transformada.

O Memorial da América Latina teve o privilégio de contar com o talento de Eduardo Galeano entre seus principais colaboradores fora do Brasil, relação iniciada por sua amizade com o jornalista e escritor brasileiro Eric Nepomuceno, ex-editor da revista Nossa América. Por muitos anos, Galeano integrou o conselho editorial da revista, escreveu artigos e foi personagem de entrevistas. Ele está de volta, nesta edição, para ser reverenciado com a republicação de alguns dos seus textos, numa homenagem que também abre o leque para outras percepções de sua obra.

A paixão de Galeano pelo futebol, analisada por José Roberto Torero. Sua preocupação com o meio ambiente – que inspirou o cineasta Silvio Tendler a produzir o documentário O Veneno está na Mesa -, e aqui é o tema da repórter Tânia Rabello. A argentina Margarita Victória Gomes, doutora em educação, comenta a reflexão de Galeano sobre a escolarização da mulher na América Latina. A literatura e a política são analisadas pelo escritor Pedro de La Hoz, vice -presidente da União dos Escritores e Artistas de Cuba.

Também vamos falar do Uruguai, um país de pequenas dimensões, mas que gerou nomes seminais da cultura universal como o pintor Joaquín Torres Garcia e os escritores
Mário Benedetti e Juan Carlos Onetti, entre tantos outros.

Boa Leitura!

João Batista de Andrade é Diretor-Presidente da Fundação Memorial da América Latina.

 

Revista Nuestra América - Edición 52

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Editorial

“De todos los misterios del universo, ninguno es más profundo que el de la creación”. La frase de Stefan Zweig pronunciada en una conferencia en Buenos Aires, por invitación de Jorge Luis Borges, es un buen punto de partida para hablar de Eduardo Galeano. Sus libros traen el secreto de la búsqueda incesante de los sueños de una generación, que parece haber despertado en medio a la pesadilla diseminada por América Latina en aquellos años de plomo.

El joven Galeano, en la década de 1960, escribía en la contracorriente del sistema. Cuando era editor del semanario uruguayo Marcha, publicaba textos que intentaban recuperar la memoria histórica de los pueblos latinoamericanos. Como tantos intelectualesen la época, tuvo que desplazarse hacia otro continente, pasar por un tiempo de amargo silencio, impuesto por la dictadura militar.

Aunque supiera que toda obra necesita de un distanciamiento crítico para ser mejor interpretada, también me sorprendí cuando Galeano confesó públicamente que hoy ya no leería Las Venas Abiertas de América Latina, el libro que en 1971 lo alzó al panteón de los grandes escritores. La frialdad de Galeano en la rueda de prensa durante la Bienal del Libro de Brasilia, el año pasado, sonó como un desahogo frente a una América Latina transformada.

El Memorial de América Latina tuvo el privilegio de contar con el talento de Eduardo Galeano entresus principales colaboradores fuera de Brasil, relación iniciada por su amistad con el periodista y escritor brasileño Eric Nepomuceno, ex-editor de la revista Nuestra América. Durante muchos años, Galeano integró el consejo editorial de la revista, escribió artículos y concedió entrevistas. Está de vuelta en esta edición, para ser reverenciado con la republicación de algunos de sus textos, en un homenaje que también se abre hacia otras percepciones de su obra.

La pasión de Galeano por el fútbol, analizada por José Roberto Torero. Su preocupación con el medio ambiente – que inspiró el cineasta Silvio Tendler a producir el documental O Veneno está na Mesa -, tema de la periodista Tânia Rabello. Laargentina Margarita Victoria Gomes, doctora en educación, comenta la reflexión de Galeano sobre la escolarización de la mujer en América Latina. La literatura y la política son analizadas por el escritor Pedro de La Hoz, vicepresidente da Unión dos Escritores y Artistas de Cuba.

También vamos a hablar del Uruguay, un país de pequeñas dimensiones, pero que generó nombres seminales de la cultura universal, como el pintor Joaquín Torres García y los escritores Mario Benedetti y Juan Carlos Onetti, entre tantos otros.

¡Buena Lectura!

João Batista de Andrade es Director-Presidente de la Fundación Memorial de América Latina.

 

 

 

 


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