Novidades do acervo da Biblioteca do Memorial

  Autor em destaque

 ALBERTO MANGUEL

Nasceu em 1948, em Buenos Aires, e hoje é cidadão canadense. Passou a infância em Israel, onde seu pai era embaixador argentino, e fez seus estudos na Argentina. Em 1968 transferiu-se para a Europa e, à exceção de um ano em que esteve de volta a Buenos Aires, onde trabalhou como jornalista para o La Nación, viveu na Espanha, na França, na Inglaterra e na Itália, ganhando a vida como leitor para várias editoras. Em meados dos anos 70, aceitou o cargo de editor-assistente das Editions du Pacifique, uma editora do Taiti. Em 1982, depois de publicar The Dictionary of Imaginary Places (em colaboração com Gianni Guadalupi), mudou-se para o Canadá. Editou uma dúzia de antologias de contos sobre temas que vão do fantástico à literatura erótica. Autor de livros de ficção e não-ficção, também contribui regularmente para jornais e revistas do mundo inteiro. Atualmente vive no interior da França, num antigo priorado transformado em residência onde instalou sua vasta biblioteca. Fonte: Cia. das Letras. A seguir, alguns dos livros de sua autoria adquiridos recentemente pela Biblioteca Latino-americana Victor Civita.

 A Biblioteca à noite. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
Depois de viver em vários países, Manguel encontra numa aldeia francesa o lugar perfeito para reunir seus livros: um galpão medieval em ruínas anexo à casa paroquial, que adquire e reforma, e onde vive há alguns anos. Aos poucos, a biblioteca toma forma a partir de pedras soltas, caixotes abertos, pilhas de livros, reminiscências e idiossincrasias de seu dono. O dom narrativo de Manguel faz de cada questão prática – qual a forma ideal de um acervo, em que ordem dispor os livros, que obras manter e que obras descartar – o ensejo para passeios eruditos por bibliotecas antigas e modernas, de papel ou de bits, povoadas pelos tipos mais desvairados e cativantes. Nos quinze ensaios de A biblioteca à noite, os valores e sentidos representados no ato de colecionar livros são esmiuçados: afinal, ao longo da história as bibliotecas simbolizaram as aspirações e pesadelos mais díspares da humanidade.

Uma História da leitura. São Paulo: Companhia das Letras. 2012. 2ª ed.
Em Uma história da leitura encontram-se fragmentos de experiências de todo tipo de leitor: o encantamento com o aprendizado da leitura, a leitura compulsiva de tudo (livrinhos de escola, cartazes de rua, rótulos de remédio), o prazer de acompanhar a multiplicação dos significados de uma palavra, de descobrir o final da história. Ao narrar as conformações da leitura em diferentes épocas – com histórias como a do grão-vizir da Pérsia que carregava sua biblioteca quando viajava, acomodando-a em quatrocentos camelos treinados para andar em ordem alfabética -, Alberto Manguel nos ensina que a leitura é a mais civilizada das paixões e que sua história é uma celebração da alegria e da liberdade.

Os Livros e os dias. São Paulo: Companhia das Letras. 2005.
A cada mês, durante o período entre junho de 2002 e maio de 2003, Alberto Manguel escolheu um grande romance para reler e comentar em seu diário. Suas impressões de leitura se entrelaçam com lembranças pessoais, observações sobre o dia-a-dia, reflexões sobre o mundo contemporâneo e, principalmente, remissões a livros e autores. Assim, o romance fantástico A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares, lança uma luz inesperada sobre a Argentina pós-hecatombe que Manguel reencontrou em junho de 2002, depois de uma longa ausência. Já Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, leva o autor a refletir sobre o papel do leitor na constituição da obra literária. Do mesmo modo, o Dom Quixote, de Cervantes, ajuda a pensar sobre a loucura contemporânea e os diversos fundamentalismos vigentes.

Todos os homens são mentirosos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
O ponto de partida deste romance é a história secreta de Alejandro Bevilacqua, misterioso autor de um único livro, que se matou no exílio em Madri. O escritor desperta a curiosidade de um jornalista francês, que decide escrever um livro sobre ele. As fontes são quatro pessoas que conviveram com Bevilacqua e prometem revelar segredos importantes. O primeiro narrador tem o nome do próprio romancista: Alberto Manguel, uma espécie de alter ego homônimo. Em seguida, quem fala é Andrea, a última companheira de Bevilacqua; o jornalista recebe também uma carta de Chancho, ex-companheiro de prisão do escritor na Argentina. Por fim, a narrativa fragmentada e aparentemente ébria de outro exilado em Madri, Tito Gorostiza, irá trazer à tona graves segredos e levantar suspeitas acerca da morte de Bevilacqua.

 

 

 

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Direito à Memória e à Verdade: Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos
Produzido a partir dos processos encaminhados a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP-SEDH), o livro conta histórias das vítimas da ditadura no Brasil; operários, estudantes, profissionais liberais e camponeses que se engajaram em organizações de esquerda para combater o regime militar.

 

 

 

 

 

 

Retrato da Repressão Política no Campo – Brasil 1962-1985 – Camponeses torturados, mortos e desaparecidos
A obra narra a saga de homens e mulheres que ergueram a bandeira da reforma agrária e lutaram pelos direitos dos trabalhadores da terra durante a ditadura militar. Reúne relatos de trabalhadores e líderes rurais que sofreram agressões, de familiares e pessoas que testemunharam o período, além de informações de variadas fontes documentais, impressas e audiovisuais. O livro mostra as investigações conduzidas na última década pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.