Festibero hoje: “Decamerón” e “Cabeça de Papelão”, grátis

abr 09, 2014 2 comentários

Cena de “Cabeça de Papelão”

O grupo espanhol Abrapalabra traz ao Brasil uma adaptação de Decamerón (foto da primeira página), clássico do autor italiano Boccaccio (1313 a 1375). O monólogo trata de jovens aristocratas que fugiam da peste. Livres, surge um humor profano, anticlerical e erótico. A peça está programada para esta sexta, 25 de abril, às 19h. Logo em seguida, a Cia. da Revista apresenta no Festibero “Cabeça de Papelão”, baseada em obra de João do Rio. É a irônica história de um homem que vive em apuros por só falar a verdade. Ele se surpreende quando deixa sua cabeça para consertar em um relojoeiro  e faz sucesso com uma cabeça de papel… As duas peças são gratuitas.

 Veja como foi a abertura do Festibero

Confira matéria na Rede Globo sobre o encerramento do Festibero

Eva Wilma abriu o VII  Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo com o espetáculo Azul Resplendor.

Pelo sétimo ano consecutivo a Fundação Memorial da América Latina oferece gratuitamente ao público de São Paulo importantes espetáculos teatrais do Brasil, Hispano-América e Península Ibérica. A partir de 22 de abril, e até o dia 27, quinze peças de palco e de rua, oficinas e mesas redondas ocuparão novos espaços cênicos no Memorial. Como se sabe, as edições anteriores aconteceram principalmente no Auditório Simón Bolívar, mas esse espaço se encontra em processo de restauro após o incêndio no final do ano passado. Mesmo assim o Memorial decidiu não interromper o Festibero e instalou lonas em seu conjunto arquitetônico para abrigar as montagens teatrais.

Eva Wilma, em “Azul Resplendor”

Não podia ser diferente, pois o festival promove uma grande festa teatral como parte das comemorações do aniversário de 25 anos do Memorial. Esta edição do Festibero traz uma programação eclética com montagens que levam à cena autores clássicos e contemporâneos, espetáculos com estéticas diversas que transitam entre a linguagem tradicional e a de vanguarda. Além de produções nacionais, seis países são representados: Portugal (Aos Nossos Filhos, com Maria de Medeiros e Laura Castro), Espanha (Decameron, de Cándido Pazó), Argentina (Como Arenas Entre Lãs Manos, com Ana María Cores), Bolívia (Y Si Te Canto Canciones de Amor, com a Cia. Tucura Cunumi),  Paraguai (Emiliano, com Fábio Chamorro) e México (A Vivir,  de Odin Dupeyron).

As montagens brasileiras que participam do Festibero são: Azul Resplendor (com Eva Wilma), Genet: o Poeta Ladrão (direção Sérgio Ferrara), Dentro é o Lugar Longe(com

“Aos nossos filhos” (Portugal), de João das Neves

a Trupe Sinhá Zózima), Polvos Poéticos (com o Grupo Sensus), Marias da Luz (com As Graças), Cabeça de Papelão (com a Cia. da Revista), Borandá (com Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes), O Fiscal Federal (com Teatro Experimental do Sesc do Amazonas) e Relampião (com a Cia. do Miolo e Cia. Paulicéia).

Segundo o presidente do Memorial, o cineasta João Batista de Andrade, o Festibero é “um dos mais importantes eventos da programação anual do Memorial da América Latina que, este ano, troca de palco enquanto restauramos o Auditório Simón Bolívar e será realizado sob uma aconchegante, ampla e democrática lona de circo.”

O evento de abertura do VII Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo tem apresentação do espetáculo Azul Resplendor. Concebido por Eduardo Adrianzén e dirigido por Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas, a peça tem Eva Wilma no elenco, ao lado de Renato Borgh, Dalton Vich e outros. A atriz – uma das mais importantes referências da dramaturgia brasileira e que completa 60 anos de carreira neste ano – será homenageada no festival. Azul Resplendor é uma obra que faz homenagem ao universo teatral. O ator Paulo Goulart, recentemente falecido, também será homenageado, no dia 25.

O VII Festibero tem curadoria do gestor e produtor cultural Efren Colombani, do dramaturgo e diretor teatral Guilherme Bonfin e do ator e diretor teatral Luiz Amorim e parceria com a SP Escola de Teatro. Segundo o coordenador geral do Festival, Luis Avelima, “o intuito do Festival é mostrar a diversidade cultural e mapear a produção contemporânea das artes cênicas, além de traçar um paralelo entre a produção dos países da América Latina, Portugal e Espanha”. Apesar das mudanças neste ano, o presidente João Batista de Andrade arrazoa: “Já consolidado como uma das principais atrações do calendário cultural de São Paulo, o Festibero mantém a espinha dorsal de suas edições anteriores e revigora a proposta de oferecer uma síntese qualitativa com o que há de melhor e mais atualizado da produção teatral dos países iberos e lusófonos de dois continentes.”

“Como arena entre las manos” (Argentina), de Herminia Jensezian

Festibero – Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo foi originalmente concebido para pensar o papel do teatro na sociedade atual, evidenciando as tendências de cada região e como elas assimilam e respondem às questões contemporâneas. Com esta realização, o Memorial cumpre a missão de promover o diálogo e estreitar ainda mais os laços culturais entre países irmãos. O Festibero reúne grupos teatrais que vêm se destacando em seus respectivos países, dando um panorama das artes cênicas da Península Ibérica e da América Latina. Cerca de 9.000 ingressos são distribuídos aos paulistanos que podem apreciar todos os gêneros teatrais: comédias, tragédias e dramas. O festival é uma rara oportunidade para ver espetáculos que dificilmente viriam ao Brasil e, assim, apreciar o trabalho de importantes grupos teatrais dos países envolvidos.

PROGRAMAÇÃO – VII Festibero

 22 de abril – terça-feira

  • 20h – Praça das Sombras / Lona Principal

Abertura com homenagem à Eva Wilma

Peça – BRASIL – Azul Resplendor

Duração: 90 min. Gênero: Comédia dramática. Classificação: 12 anos. 700 lugares

 Azul Resplendor é uma obra que homenageia o universo do teatro. A peça trata das relações complexas que se estabelecem entre os artistas durante a criação de um espetáculo, como jogos de poder, afetos, ambições e frustrações. A obra expõe para o espectador o que realmente acontece nos bastidores. Normalmente, as pessoas ficam curiosas sobre o que se passa fora dos holofotes, e o texto é pródigo na revelação desta “intimidade”, protegida pelo camarim. Azul Resplendor expõe de maneira crítica e bem humorada o ávido interesse que o público tem dedicado à vida privada dos artistas.

Ficha técnica

Texto: Eduardo Adrianzén

Direção: Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas

Elenco: Eva Wilma, Renato Borghi, Guilherme Weber, Luciana Borghi, Luciana Brites e Felipe Guerra

Cenário: André Cortez

Iluminação: Lúcia Chediek

Figurino: Simone Mina

Trilha sonora: Aline Meyer

Vídeo: Renato Rosati

Produção: André Mello

 

23 de abril – quarta-feira

        * 14h às 20h Local: SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210)
 Oficina O Som no Teatro – Criação e Técnica
       Única atividade de Festibero fora do Memorial, a oficina será ministrada por Raul Teixeira e Tiago de Mello. Inscrições pelo e-mail osomnoteatro@spescolateatro.org.br, até 21 de abril.

 Raul Teixeira Coordenador do curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro, foi realizador das trilhas sonoras do grupo Macunaíma – CPT (Centro de Pesquisa Teatral), sob a direção de Antunes Filho, durante os últimos 20 anos e pela técnica de som de consagrados espetáculos, trabalhando com renomados diretores e atores de teatro, como Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Marco Nanini e Jorge Takla. Em 1996 e 1997, coordenou o primeiro curso de “Designer Sonoro – Sonoplastia para Teatro” no Centro de Pesquisa Teatral (CPT/Sesc). É diretor artístico do Teatro do Colégio Santa Cruz e foi responsável pela implantação dos recursos audiovisuais de espaços culturais, como o Teatro Anhembi-Morumbi, o Teatro Ópera de Ponta Grossa e dos 21 CEU’s (Centro Educacional Unificado) da Prefeitura de São Paulo

Tiago de Mello Graduado em Bacharelado em Música com ênfase em Composição pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde também se especializou em técnicas de gravação. Atualmente, dirige o NME (NMElindo.com), grupo que busca fomentar a produção e a difusão da música eletroacústica. Além disso, integra a comissão organizadora do 11º Congresso de Engenharia de Áudio da AES-Brasil (aesbrasil.org). Como artista, se apresentou em diversos palcos do Brasil, e também em uma turnê pela Europa, em parceria com Sérgio Abdalla, além de uma apresentação nos EUA. Seus trabalhos envolvem música acusmática para concerto (tape-music), música com processamento ao vivo de sinal (live-eletronics), instalações, performances e ainda trilhas para teatro e dança. Como técnico de som, realiza gravações, mixagens e masterizações, buscando sempre dar o melhor tratamento possível aos trabalhos, com ênfase em música contemporânea, repertório ao qual tem devotado mais atenção.

  • 19h – Praça da Sombra / Lona Principal

“Como arena entre las manos” (Argentina), de Herminia Jensezian

Peça – ARGENTINA – Como Arena Entre las Manos

Duração: 70 min. Gênero: Drama. Classificação: 12 anos. Capacidade: 700 lugares

 A peça Como Arena Entre las Manos descreve o universo, a atmosfera de três períodos: a Belle Epoque, a segunda metade do século XX e agora o século XXI. É o fim do século XIX, época de aspirações sociais, quando as classes superiores começaram o veraneio nas praias de Mar del Plata. Luxo e ostentação se viam coroados por um espaço em que o recato proibia o livre arbítrio. Sob as rígidas “Regras de banho para o Porto de Mar del Plata” a vida se desenrolava na areia. O tempo de lazer parecia atravessado pelos pudores da época. O texto recria esse momento na contemporaneidade da protagonista, vivida por Herminia Jensezian, que desfia as suas memórias do presente em uma aproximação íntima com seus mais queridos afetos passados, os aromas de seus verões, vistas do oceano, que ano após ano a cobriram e hoje a veste de sentimentos profundos. A infinidade da natureza confronta o trânsito fugaz do homem.

 Ficha técnica

Texto: Pablo Mascareño

Direção e encenação: Herminia Jensezian

Interpretação: Ana María Cores

Música: Carlos Gianni

Cenografia, iluminação e figurino: Herminia Jensezian

Fotografia: Néstor Grassi – Tato Borounián

Direção de vídeo: Ariel Gonzalez

  • 20h – Praça da Sombra

Intervenção poética – BRASIL – Polvos Poéticos

Com o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer

Classificação: Livre. Duração: 60 min

A intervenção Polvos Poéticos tem como intenção de popularizar o gosto pela poesia. Os atores usam capacetes repletos de conduites de plásticos, criados pela atriz e diretora Thereza Piffer para o Grupo Sensus, e, inspirados na popular brincadeira do telefone sem fio, declamam poesias em um dos conduites que são ouvidas por mais seis pessoas, através dos outros conduites. A performance é divertida e gera curiosidade. O repertório de poemas sempre tem sintonia com o ambiente em que são interpretados e tem como base a pesquisa do Grupo Sensus que sempre usa literatura poética como dramaturgia em suas intervenções sensoriais.

  • 21h – Praça da Sombra / Lona Principal

Peça BRASILO Fiscal Federal

Duração: 70 min. Genro: Comédia. Classificação: 12 anos Lotação: 700 lugares

 Inspirado em O Inspetor Geral, do russo Nicolai Gogol, O Fiscal Federal – que foi traduzido e adaptado pelo diretor Márcio Souza – gira em torno do alvoroço que se estabelece num município no interior do Amazonas com o anúncio da chegada de um fiscal do Tribunal de Contas da União. No enredo, Quati, um aprazível município do Rio Solimões, no Amazonas, é governado por um prefeito que prima pela educação, cultura e honestidade, não exatamente nesta ordem. Sua esposa, Sargento Filomena, é a delegada que cuida da ordem pública da cidade com pulso e desvelo. Lulu da Mandioca, homem de confiança do prefeito, é responsável pela Secretaria da Fazendo e dá exemplos diários de uma administração tão transparente que o erário evapora em cada exercício. Completando o núcleo de poder, há a ilibada Dra. Maria Bragança, meritíssima juíza da comarca, que vive o dilema moral de julgar processos. Quebrando a tranquilidade deste burgo ribeirinho, chega a notícia de que um fiscal do Tribunal de Contas da União virá investigar denúncias de corrupção neste paraíso amazônico. O que acontece a seguir é uma hilariante comédia política.

 Ficha técnica

Com TESC – Teatro Experimental do Sesc do Amazonas

Texto: Márcio Souza (inspirado em O Inspetor Geral, de Nicolai Gogol)

Direção: Márcio Souza

Elenco: Robson Ney Costa, Carla Menezes, Daniely Peinado, Emerson Nascimento, Dimas Mendonça

Iluminação: Sidney Fernandes

Figurinos: Criação Coletiva

Produção executiva: Robson Medina

24 de abril – quinta-feira

  • 19h – Praça da Sombra / Lona Principal

Peça – BOLÍVIA – Y si Te Canto Canciones de Amor

Duração: 90 min – Gênero: comédia – Classificação: 14 anos. Capacidade: 700 lugares

 Um estranho casal – Pachi e Fidel – compartilha um apartamento para dividir despesas. Ela é professora e tem um amante casado, com filhos pequenos e pouca perspectiva de se divorciar da esposa. Ele é homossexual, cujo namorado de muitos anos o deixou para ficar com uma mulher. Festivamente, os dois decidem cometer suicídio no dia 24 de dezembro, data odiada por ser o dia em que mais sentem solidão. Desde a primeira cena, eles preparam o dia do acerto de contas com a vida como se fosse uma comemoração.

 Ficha técnica

Com Cia. Artística Tucura Cunumi

Texto: Dino Armas

Direção: Yovinca Arredondo Justiniano

Elenco: Diego Paesano e Janaina Prates

Vozes: Luis Ernesto Arredondo (Zacarias), Elizabeth Iannone (Mamá) e Daniel Quiñones (Federico)

Fotografia: Yovinca Arredondo Justiniano

Figurino: Gabriela Sandoval

Desenho de luz: Ricardo Guillen

Produção: Yovinca Arredondo Justiniano

  • 20h – Praça da Sombra

Intervenção poética – BRASIL – Polvos Poéticos

Com o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer

Classificação: Livre. Duração: 60 min

 

  • 21h – Praça da Sombra / Lona Principal

Peça – BRASIL – Genet: o Poeta Ladrão

Duração: 80 min – Gênero: Drama – Classificação: 18 anos. Capacidade: 700 lugares

A peça inicia em 1969 com a vinda de Genet (Ricardo Gelli) a São Paulo para a estreia da montagem brasileira de O Balcão, dirigida por Victor Garcia, encenada quando o Brasil enfrenta forte censura e repressão militar. Ao saber das inúmeras prisões de artistas e intelectuais, ele relembra de seus tempos na prisão e de todo o submundo que fez parte de sua vida marginal. Na intimidade de sua cela, em uma espécie de delírio, ele evoca os seres da noite, nesse lugar entre o sagrado e o profano, e recria um mundo imaginário de desejos e prazeres. Todas as personagens são inertes, abatidas pelo destino, fragmentos de um mundo decadente; e Genet é um deus bárbaro que se compraz no sacrifício humano. Para construir a peça, o autor Zen Salles se baseou nas personagens de Genet. “Mas, eu não sou totalmente fiel à história de vida dele. Nem ele mesmo o foi, pois como costumava dizer, ‘a poesia é a ruptura entre o real e o irreal’. É justamente esse Genet que me interessa e é retratado na minha dramaturgia: um Genet que habita as sombras, que ama os que erram, que tem atração pelo crime, que é poeta e sabe esgotar o mundo com a sua poesia viva”, explica.

 Ficha técnica

Texto: Zen Salles – baseado na obra de Jean Genet

Direção: Sérgio Ferrara

Elenco: Ricardo Gelli, Fransérgio Araújo, Nicolas Trevijano, Rogério Brito, Felipe Palhares, Ralph Maizza, Gabrielle Lopez, Jhe Oliveira, Magno Argolo, Tiago Stechinni e Bruno Bianchi.

Figurino: Iraci de Jesus

Cenário: Sergio Ferrara

Iluminação: Rodrigo Alves

Sonoplasta: Sergio Ferrara

Fotos: Vivian Fernandez

Direção de produção: Elder Fraga

Realização: Fraga e Ferrara Produções

25 de abril – sexta-feira

  • 19h – Praça da Sombra / Lona Principal

Peça – ESPANHA – Decameron

Duração: 80 min – Gênero: comédia – Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares

 Boccaccio escreveu sobre um grupo de crianças, filhos das famílias mais ricas de Florença, que estão fugindo de uma mortal epidemia e encontram refúgio em uma de suas casas de campo. Para se entreterem, elas contam histórias engraçadas uns para os outros. O Decameron é um dos marcos da literatura Européia banido pela Inquisição por ser obsceno e irreverente. Cheio de humor e erotismo o texto quebra a obscuridade Medieval e anuncia a Renascença. A montagem Decameron de Candido Pazo adaptou vários contos da história original – aqueles mais engraçados e mordazes que, atualmente, têm maior proveito metafórico – adaptando-os para a cena.

 Ficha técnica

Adaptação da obra de Boccaccio: Cándido Pazó

Direção e narração: Cándido Pazó

Composição e direção musical: Manuel Riveiro

Gravação musical: Harry C (viola, violino, bandolim), Manuel Riveiro (guitarras, percussão, piano, programação)

Cenário e figurino: Carlos Alonso

Iluminação: Afonso Castro

Assistente de direção: Afonso Castro

Produção senior: Avelino Cores “Faber”

Distribuição: PemáisPe

Produção: Belém Pichel

  • 20h – Praça da Sombra

Intervenção poética – BRASIL – Polvos Poéticos

Com o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer

Classificação: Livre. Duração: 60 min

  • 21h – Praça da Sombra / Lona Principal

Peça – BRASIL – Cabeça de Papelão

Duração: 70 min – Gênero: Comédia musical – Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares

Livremente inspirado em O Homem da Cabeça de Papelão, de João do Rio (1881-1921), Cabeça de Papelão narra por meio de quadros revisteiros, a história de Antenor que, por dizer a verdade verdadeira em vez da verdade conveniente, não é aceito em nenhum dos circuitos sociais do País do Sol, local onde vive. Cansado de não se adequar, ele decide deixar sua cabeça para conserto no relojoeiro e coloca em seu lugar uma cabeça de papelão. Carregada de ironia, a Cia. da Revista apresenta a veia satírica e politizada do cronista carioca nesta comédia musical. Na juventude, Antenor (interpretado por Pedro Bacellar, Adriano Merlini e Pedro Henrique Carneiro, em fases distintas) tentou ser firme nos ideais de bom moço. Bastou encontrar obstáculos para esquecer as convicções do passado.

 Ficha técnica

Com Cia. da Revista

Dramaturgia: Ana Roxo

Direção, cenografia, figurinos e iluminação: Kleber Montanheiro

Elenco: Adriano Merlini, Bruna Longo, Daniela Flor, Gabriela Segato, Heloisa Maria, Luiza Torres, Natália Quadros, Paulo Vasconcelos, Pedro Bacellar e Pedro Henrique Carneiro.

Assistência de Direção: Deborah Penafiel

Direção musical, preparação vocal e composição: Adilson Rodrigues.

Músicos: Nina Hotimsky (acordeom) e Gabriel Hernandes (violão)

Operação de luz e projeção: Rodrigo Oliveira

Produção e execução: Cia. da Revista da Cooperativa Paulista de Teatro

 

26 de abril – sábado

  • 16h – Auditório da Biblioteca Victor Civita

Palestra – O Teatro Brasileiro Contemporâneo

Por SP Escola de Teatro

Duração: 60 min. Lotação: 150 lugares

 

  • 17h – Em frente ao Auditório Simon Bolívar

Teatro de rua – BRASIL – Dentro é Lugar Longe

Duração: 90 min – Gênero: Drama – Classificação: 14 anos. Lotação: 28 lugares

 A peça Dentro é Lugar Longe foi escrita a partir de história oral dos artistas-pesquisadores da Trupe Sinhá Zózima. A dramaturgia é permeada, sobretudo, por memórias da infância dos narradores, em que lembranças de nascimento e morte são contadas compondo a metáfora da vida como estirada, estrada longa. A vida é desvelada como viagem, caminhada das distâncias, num itinerário em que malas vazias ou abarrotadas são carregadas como símbolo de conquistas e de pelejas. A encenação ocorre em um ônibus em movimento (característica singular do grupo), potencializando a ideia de viagem, de partida, que ao mesmo tempo é também chegada.

Ficha Técnica

Com Trupe Sinhá Zózima

Dramaturgia: Rudinei Borges

Direção: Anderson Maurício

Elenco: Alessandra Della Santa, Junior Docini, Maria Alencar, Priscila Reis e Tatiane Lustoza.

Direção musical: Junior Docini e Priscila Reis

Cenário e figurino: Anderson Maurício e Maria Alencar

Iluminação: Anderson Maurício e Otávio Dias

Produção: Thais Polimeni

Assistente de produção: Maria Alencar

Documentarista: Luciana Ramin

Fotografia: Christiane Forcinito e Danilo Dantas

Redação: Rudinei Borges

Orientação na confecção das malas cênicas: Adalberto Lima

 

  • 17h30 – Praça da Sombra

Teatro de rua – BRASIL – Relampião

Duração: 60 min – Gênero: Comédia – Classificação: Livre

 A Cia. do Miolo e a Cia. Paulicéa de Teatro juntam-se nesse espetáculo para revisitar as histórias de Lampião, o mito do cangaço, e aproximá-las das questões cotidianas de nosso tempo. O que há em comum entre a luta do cangaço e as lutas pela vida na contemporaneidade? Os grupos, utilizando suas experiências de rua, apostam em uma caatinga de concreto, em múltiplos Lampiões e Marias Bonitas, revelados na dramaturgia de Relampião. O mito do cangaço no qual a peça se inspirou revela muitos traços da cultura e da própria história do Brasil. A linguagem do espetáculo, dramaturgia, figurinos, músicas foram criadas a partir de uma pesquisa voltada para a Cultura Popular Brasileira: o cavalo marinho, o samba, as carrancas de São Francisco, os tipos populares do Brasil.

Ficha técnica

Direção: Alexandre Kavanji

Direção de atores: Renata Lemes

Dramaturgia: Solange Dias

Elenco: Aysha Nascimento, Antonia Mattos, Dudu Oliveira, Edi Cardoso, Flávio Rodrigues, Francisco Gaspar, Harley Nóbrega,

Direção musical: Charles Rasz

Músicos: Daniel Rodrigues e Glauber Coimbra

Figurinos, adereços e ambientação: Luiz Augusto dos Santos

Preparação corporal: Alício Amaral e Juliana Pardo

Maquiagem: Guto Togniazzolo

Técnico de áudio: Gabriel Kavanji

Produção Geral: Iarlei Rangel

 

  • 19h – Praça da Sombra / Lona Principal

Peça – PARAGUAI – Emiliano

Duração: 60 min – Gênero: Drama – Classificação: 14 anos. Capacidade: 700 lugares

  Emiliano é um solo de Fabio Chamorro sobre personagem paraguaio. Um soldado lutando em uma guerra conhece o amor de uma mulher e também aprende com a sabedoria de um ancião, e canta. A peça faz a viagem de uma vida inteira com os textos de Emiliano R. Fernandez, personagem paraguaio que cantou sua vida e suas experiências na guerra do Paraguai, na língua guarani. Esse desconhecido soldado registra sua história como em um velho filme, codificado na linguagem do teatro contemporâneo. A obra é recheada por recordações da infância, imagens vivas de uma guerra, as quais Emiliano canta em suas canções. Nesse percurso transitam amores e pessoas amadas, imagens e palavras. O ator Fabio Chamorro cruza a fronteira da atuação para também ser envolver na direção teatral. “Com esse texto Emiliano R. Fernandez nos emociona porque encontra nele partes de nós mesmos”, diz o ator/autor Fábio Chamorro .

 Ficha técnica:

Criação e interpretação: Fabio Chamorro

Colaboração na dramaturgia: Gabriela Zuccolillo, Edith Correa, Aida Risso

Fotografia: Daniel Ayala

Texto e música: Emiliano R. Fernández

Produção: Esteban Cristaldo

  • 20h – Praça da Sombra

Intervenção poética – BRASIL – Polvos Poéticos

Com o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer

Classificação: Livre. Duração: 60 min

  • 21h – Praça da Sombra / Lona Principal

Peça – BRASIL – Borandá

Duração: 100 min – Gênero: Comédia – Classificação: 12 anos. Lotação: 700 lugares

Em Borandá, quatro saltimbancos se revezam para contar a saga de três migrantes na cidade de São Paulo: Tião, Galatéa e Maria Déia. A primeira delas, intitulada Tião, busca traçar o perfil geral do migrante, seu processo de adaptação ao mundo industrial-urbano e a substituição de uma vida e de uma cultura rurais. A segunda, Galatéa, refaz a trajetória mítica dos heróis cômicos populares que são obrigados a sair de sua terra de origem em busca de algo que lhe foi tirado. A terceira e última saga é Maria Déia, que tem como protagonista a personagem feminina dentro do processo migratório: uma história de exclusão em seu local de origem e local de destino, perda de identidade e, muitas vezes, inconsciência do sentido e valor da própria trajetória.

 Ficha técnica

Com Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes

Texto: Luís Alberto de Abreu

Direção: Ednaldo Freire

Elenco: Mirthes Nogueira, Aiman Hammoud, Carlos Mira e Fábio Takeo.

Figurinos: Luiz Augusto dos Santos

Trilha sonora composta: Kalau

Preparação corporal: Julião

 

27 de abril – domingo

17h – Auditório da Biblioteca Victor Civita

Palestra – O Teatro Latino-Americano Contemporâneo

Por SP Escola de Teatro

Duração: 60 min. Lotação: 150 lugares


18h – Auditório da Biblioteca Victor Civita

Debate – A pedagogia do Teatro na América Latina

Por SP Escola de Teatro

Duração: 60 min. Lotação: 150 lugares

 

  • 17h – Praça da Sombra

Teatro de rua – BRASIL – Marias da Luz

Duração: 60 min – Gênero: Comédia Grama. Classificação: Livre.

Recente criação da Cia. As Graças, o espetáculo Marias da Luz foi criado a partir de depoimentos reais de mulheres do Parque da Luz. Na peça, quatro mulheres, de tempos diferentes, tocadas pelo abandono e pela solidão se encontram no Parque da Luz e buscam um novo começo para suas vidas. Marivânia (Juliana Gontijo) é mãe; uma mulher que procura pela filha Maria, desaparecida no Parque há muitos anos. Mariana (Daniela Schitini) é uma mulher jovem, do século passado (anos 1910), que chega à Estação da Luz para encontrar o noivo que a abandonara grávida. Maria Pequena (Eliana Bolanho) trabalha como prostituta no parque; ela abandonada na infância pela mãe na antiga rodoviária. E Marileide (Vera Abbud), fotógrafa do parque, é uma personagem atemporal, enigmática e cômica que registra e interage com as histórias dessas mulheres.

Ficha Técnica

Com Cia. As Graças

Dramaturgia: Daniela Schitini e Nereu Afonso da Silva (em colaboração com o grupo, a partir de depoimentos e histórias de frequentadores do Parque da Luz)

Direção artística e cenografia: André Carreira

Elenco: Eliana Bolanho, Juliana Gontijo, Daniela Schitini e Vera Abbud

Assistência de direção: Nereu Afonso da Silva

Figurinos: Claudia Schapira

Direção musical e trilha: Daniel Maia

Consultoria de som: Miguel Caldas

Produção e administração: Ana Barros

Fotos: João Caldas

  • 18h – Praça da Sombra/ Lona Principal

Peça – MÉXICO – A Vivir

Duração: 1h20 – Gênero: Drama – Classificação: 12 anos – Lotação: 700 lugares

O monólogo A Vivir – do mexicano Odin Dupeyron é uma obra que convida o espectador a redescobrir a vida. Mostra que o verdadeiro problema não é o fim da vida, a não ser que comecemos a viver demasiadamente tarde. Marciano acaba de concluir um curso de aperfeiçoamento pessoal, e está prestes a dar o último testemunho da sua transformação, o que foi conseguido graças a cursos ministrados pelo Dr. Augusto. Mas quando ele pensa que havia deixado de questionar tudo e tinha conseguido resolver a questão de sua aceitação pelos dos outros, sem querer, faz uma viagem por suas memórias, umas agradáveis e divertidas e outras profundamente dolorosas. Marciano, representa o desejo de um menino que busca entender seus pais; a angústia de um adolescente que quer ser aceito, a frustração de um jovem que não é o que os outros esperam; a persistente busca de um homem por encontrar-se a si mesmo para ser capaz de tomar suas próprias decisões e de continuar a luta de um adulto por perdoar seus pais e libertar-se de passado. A peça proporciona uma intensa jornada, que leva o espectador do riso às lágrimas e, novamente, ao riso.

Ficha técnica

Roteiro e direção: Odin Dupeyron

Interpretação: Odin Dupeyron

Produção: Per Aspera Ad Astra

  • 20h Praça da Sombra / Lona Principal

Peça – PORTUGAL – Aos Nossos Filhos

Duração: 90 min – Gênero: Drama – Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares

A peça Aos Nossos Filhos é centrada no embate entre mãe e filha. A mãe (a portuguesa Maria de Medeiros) é divorciada, com três casamentos e filhos em dois deles, além de enteados. Ela é uma mulher que lutou contra a ditadura, pegou em armas, foi exilada e morou em diversas partes do mundo. A filha, vivida pela atriz e autora carioca Laura Castro, tem uma vida mais “certinha” e nada convencional: seu casamento vai completar 15 anos com outra mulher que está grávida do primeiro filho do casal. A ação se passa na noite em que a filha conta para a mãe que vai ter um filho pela barriga de sua companheira. A notícia traz à tona encontros e conflitos das duas gerações e coloca em confronto as duas mulheres, mãe e filha, ambas revolucionárias em seu próprio tempo. Como pano de fundo está a liberdade individual e as novas configurações familiares com suas consequências, desdobramentos e afetos.

 Ficha técnica

Direção: João das Neves

Texto: Laura Castro

Elenco: Maria de Medeiros e Laura Castro

Iluminação: Paulo César Medeiros

Cenário e figurinos: Rodrigo Cohen

Produção executiva: Renata Peralva

Direção de produção: Marta Nobrega / JLM Produções Artísticas

 

Serviço

VII Festibero – Festival Ibero Americano de Teatro de São Paulo

De 22 a 27 de abril – terça-feira a domingo

Entrada:  Estacionamento (Portões 4 e 15: R$ 10,00, preço único; portão 8: R$ 7,00 primeiro hora, mais R$ 1,50 por hora extra)

Ingressos: Grátis. Bilheteria: a partir das 14h

Recomendado para maiores de 12 anos

Atividades a partir das 17 horas

 

Arquivo Agenda

2 repostas to “Festibero hoje: “Decamerón” e “Cabeça de Papelão”, grátis”

  1. beto says:

    Ela merece essa e muita outras homenagens pelos seu 80 anos de vida e 60 anos de uma brilhante e premiada carreira,pois pra mim Eva Wilma!! Foi é e sempre será maior e mas completa atriz, dona de protagonistas inesquecíveis que entram para historia da teledramaturgia do Brasil, parabéns aos organizadores do festival pela iniciativa de preste está mas que merecida homenagem à uma grande diva das artes cénica brasileiras.

  2. Paulo Goulart e Eva Wilma são homenageados no VII Festibero com espetáculos gratuitos no Memorial | Catraca Livre says:

    […] espetáculos de palco e de rua estão presentes no VII Festibero – Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo. A programação acontece no Memorial da América Latina e homenageia o ator Paulo Goulart […]

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