Show venezuelano comemora os 201 anos da Declaração de Independência de seu país

jul 04, 2012 Sem comentários

       A Fundação Memorial da América Latina recebeu em 4 de junho um espetáculo em comemoração dos 201 anos de Independência da República Bolivariana da Venezuela, promovido pelo Consulado Geral da Venezuela em São Paulo. Os participantes foram recepcionados pelo presidente do Memorial, Adolpho Melfi, entre eles, o cônsul-geral da Venezuela, Robert Torrealba, a cônsul venezuelana Andrea Coral, a diplomata uruguaia Leila Chamaa, o cônsul geral da Síria em São Paulo, Ghossan Obeid, e o cônsul e adido comercial da Malásia, Yusram Yusup, além de representantes do México e de Angora e do MST. Na platéia, membros da colônia latino-americana residente em São Paulo e alunos da Escola de Formação Política Florestan Fernandes.

      Intitulado Entre Tamunangue e Sangueo: o coração das festas juninas da Venezuela, trata-se da reprodução das festas sincréticas de Santo Antônio e São João,  muito populares naquele país nesta época do ano. Tambores afro-venezuelanos, instrumentos de cordas típicos, cantos, “batalha” de garrotes, quadrilhas… esses são alguns dos elementos presentes no evento de hoje que dialogam com as festas juninas brasileiras. No ocidente do país, no estado de Lara, o povo comemora o dia de Santo Antônio dançando e cantando uma suíte musical chamada “Tamurangue”, durante a  qual – levados pela força de instrumentos de cordas locais – há uma “batalha” de garrotes típicos (semelhante ao makulelê brasileiro), enquanto dançarinos dão passos de uma dança cujas origens são as quadrilhas europeias.

        Mais para o centro do país e na costa produtora de cacau, o ciclo festivo do mês de junho tem como auge as festas de São João. Esta é celebrada primeiro por meio das “sirenes”, que são improvisações a capela, e depois com os “sangueos”, que faz parte do repertório tradicional das procissões para o Santo, com danças ao ritmo de tambores afro-venezuelanos.

             Um pouco antes do show, às 19h30, houve uma oferenda floral ao busto de Simón Bolívar, obra em bronze situada na frente do Auditório. Uma banda da Polícia Militar entoou os hinos dos dois países. Simón Bolívar foi o grande líder do processo de independência não só da Venezuela, mas também da Colômbia, Equador e Bolívia. Em 5 de julho de 1811 a liderança crioula venezuelana declarou formalmente a independência de seu país e foi proclamado primeiro presidente um ex-militar espanhol que havia participado da Revolução Francesa e era amigo dos líderes da Revolução Americana: Francisco de Miranda (há uma estátua em sua homenagem na avenida Paulista, em São Paulo). O fato gerou um contra-ataque das forças leais ao regime colonial espanhol. Miranda foi preso e levado à Espanha, onde morreu em 1816. A Venezuela só conseguiria a soberania completa em 1821, sob a liderança de Simón Bolívar.

Por Eduardo Rascov
Fotos Luiz Tristão 

Serviço

4 de julho, quarta

19h30
Oferenda Floral ao busto de Simón Bolívar em frente ao auditório

20h
Show Entre Tamunangue e Sangueo: o coração das festas juninas da Venezuela
Comemoração dos 201 anos da Proclamação da Independência da República Bolivariana da Venezuela
Local: Auditório Simón Bolívar
ENTRADA FRANCA

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