O segundo e penúltimo dia do curso Repensando a América Latina

jul 06, 2005 Sem comentários

 

O segundo e penúltimo dia do curso Repensando a América Latina – Integração Latino-América e Caribenha teve como tema as Dimensões Históricas e Políticas da Integração da América Latina e o Caribe. O curso é uma iniciativa do CBEAL – Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos, que reuniu um grupo representativo de intelectuais que compõem o REDIALC – Red de Integración de América Latina y el Caribe. As aulas vão até amanhã, 31 de agosto.

O corpo discente é formado em sua maioria por jornalistas, estudantes de Ciências Sociais e alunos de graduação em Relações Internacionais. Esse é o caso José Roberto Muraro Tebet. Estudante do segundo ano da Universidade Anhembi Morumbi, já havia participado do ciclo Repensando do ano passado. José conta que sempre se interessou por História e pela América Latina. Para ele, é importante saber o papel de cada país no cenário internacional, sua identidade e o papel dos Estados Unidos nessa conjuntura.

Ontem as aulas foram ministradas pelos professores Sergio Guerra Vilaboy, da Universidad de La Habana (Cuba); Sandra Colombo, da Universidad Nacional Del Centro de la Província de Buenos Aires (Argentina) e Jaime Preciado Coronado, da Universidad de Guadalajara (México). O primeiro abordou todas as tentativas de integração, algumas delas motivadas pela necessidade de defesa de países, como França e Estados Unidos.

Vilaboy destacou que a integração era um projeto da América hispânica. Nesses países havia uma identidade comum, onde idioma e religião eram os principais alicerces. O Brasil não fazia parte desse cenário porque falava português e possuía um sistema de governo monárquico – quando todos os outros países já tinham proclamado sua independência – e muito ligado à Europa. A palestra de Sandra Colombo foi sobre o modelo político argentino, segundo ela, muito baseado no modelo norte-americano. Jaime Preciado Coronado falou sobre os aspectos econômicos da integração, destacando o papel das importações.

Para o coordenador do curso, Dr. Luís Fernando Ayerbe, a integração só é possível se houver interesse de todos os países. Ayerbe acha a política do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, peronista, mas admite que ele busca alternativas para integração.

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